Vi o semblante de uma garota decepcionada, magoada, ferida... “O que houve?” perguntei a garota. Não houve resposta. “Conte-me o que houve!” supliquei. O silencio prevaleceu. Alguns milésimos de segundo após minha dolorosa pergunta, a menina pôs-se a chorar. Como eu gostaria de ajudá-la! Ela caminhava em uma rua estreita, triste, sem a perspectiva de um sorriso. Cabisbaixa, ela limpava suas lágrimas parecendo ter raiva de si mesma por chorar, talvez por não ter sido forte o bastante pra permanecer firme como sempre fora. Eu conhecia bem aquela garota. Com o celular na mão ela se desmanchava em lagrimas. Pensava no quanto fora firme, objetiva e perseverante em seus interesses, mas agora tudo parecia ter acabado.
“Ajude-me, Senhor” ela sussurrava bem baixinho. Era uma garota sonhadora, cheia de qualidades e defeitos, como todas as outras da sua idade, mas tinha algo diferente nela. Sim! Eu conhecia aquela garota! Conhecia todos os seus sonhos, mas eles estavam todos no chão, por algo mais forte ela mudou todos os seus planos, todos os seus sonhos... Por um único motivo. Uma garota que nunca se entregara a nenhuma paixão, sempre permanecera com os pés no chão... Claro! Eu conhecia aquela garota! Mas de onde? De onde ela surgira? Por que ela me era familiar? Em meio a lagrimas, ela deu um ultimo soluço, um ultimo suspiro e abriu um belo sorriso. Como seu rosto era resplandecente! Era garota de traços fortes... De uma beleza incomum, não aquela beleza que se vê em todos os lugares, não era uma beleza exuberante, mas era uma beleza diferente. Seu sorriso iluminou toda a rua, e seus sonhos flutuaram novamente a sua volta. Ela finalmente resolvera se levantar e começar uma nova vida. Ela resplandecia esperança e a alegria de poder viver.
A tal garota pura, não dizia nenhuma palavra se quer, só aquela impressão de que me era conhecida. Ela caminhou pela longa rua estreita, sorrindo, cantarolando e rodopiando. Seu vestido branco, todo rodadinho, lembrava-me de minha infância. Ela realmente me lembrava algo! Seus cabelos dourados tinham alguns cachos nas pontas, e era todo enfeitado com pequenas flores rosadas. Ela estava tão feliz, que nem me parecia mais aquela garotinha indefesa, machucada, triste...
A rua era longa, bem longa, havia muitos obstáculos por ele. Era uma rua bem iluminada pelo sol radiante, mas em meio a tantas flores havia muitos obstáculos. Aquela menina, tão inocente e tão cheia de conhecimento ao mesmo tempo, não tropeçara em nenhum se quer dos obstáculos. Eram grandes, e às vezes imperceptíveis, mas ela não caira em nenhum daqueles obstáculos.
Mas algo me chamara à atenção, aquela menina, tão doce menina, caira. Seu primeiro tombo. A rua escureceu num só instante. As flores de seus cabelos caíram. Uma sensação de tristeza rondou aquela rua estreita. Uma lagrima já apontava no canto de seus olhos. Olhei bem, pra ver em qual obstáculo ela caíra. O que? Não pode ser! Fiquei assustada ao ver o obstáculo... Agora eu entendia... A menina... Ela viera de... Dentro de mim! Ela tropeçara num piano...
Nossa, Amandinha!!!
ResponderExcluirSó uma palavra: SEN-SA-CIO-NAL!!!
Parabéns! Amei o texto! Não sou especialista, mas diria que é digno de uma grande mestra da literatura. Você não devia fazer medicina, não. Devia fazer Letras. Até o final do texto, eu fiquei na dúvida se a menina era você ou não. Está excelente e eu nem deveria fazer nenhuma crítica. Mas a sua irmã pediu para eu lhe dar algumas dicas. A única coisa que eu faria diferente seria manter a dúvida. Lembra do meu PROPOSTA DE CASAMENTO? Todo mundo ficou em dúvida se a conversa tinha acontecido, de fato, ou não. Ultimamente as pessoas estão em dúvida por que eu escrevo "namorada". Neste último, tirei as aspas, mas não explico. Pra bom entendedor, meia palavra basta, certo?
Beijos e parabéns!
Aguardo seu comentário em DESABAFO
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